Idade Pré-Histórica (1 milhão – 4.000 aC)
Cena de caça ( período neolítico)
Introdução
Compreende-se por Pré-História: o período que antecede ao uso da escrita, as fases de transformações da espécie humana, das descobertas, práticas e modos
de organização que se tornaram marcantes para o desenvolvimento da vida
humana em momentos seguintes. Descobre-se o fogo e o abrigo, desenvolve-se a
arte, a organização sedentária, a religião etc.
Etapas dos períodos da pré-história e suas descobertas:
Paleolítico inferior: 350.000 a.C - o fogo, abrigo em grutas.
Paleolítico médio: 350.000 - 75.000 a.C - as pedras.
Paleolítico superior: 75.000 -15.000 a.C - arte, totens, armas.
Mesolítico: 15.000 - 10.000 a.C - animais domésticos, conceito da alma.
Neolítico: 10.000 - 6.000 a.C - pecuária, agricultura.
Etapas dos períodos da pré-história e suas descobertas:
Paleolítico inferior: 350.000 a.C - o fogo, abrigo em grutas.
Paleolítico médio: 350.000 - 75.000 a.C - as pedras.
Paleolítico superior: 75.000 -15.000 a.C - arte, totens, armas.
Mesolítico: 15.000 - 10.000 a.C - animais domésticos, conceito da alma.
Neolítico: 10.000 - 6.000 a.C - pecuária, agricultura.
1 - Paleolítico Superior (75.000 aC -
15.000 aC)
Mamute pintado nas cavernas de
Lascaux, França
O que a cultura ocidental
compreende por “arte”, surge no momento em que o ser humano adquire a
capacidade de pensar, ou seja, chega ao estágio do homo-sapiens, no
período Paleolítico Superior (pedra antiga) da Pré-História.
Antes disso, no Paleolítico Inferior, com os
hominídeos (1 milhão de anos aC), ocorreu a descoberta do fogo e o início do
abrigo em cavernas. No Paleolítico Médio, o homem de neandertal (350.000aC)
desenvolveu as pedras objetos e os objetos domésticos.
O Paleolítico é a idade dos caçadores nômades, que vivem do extrativismo – capturam os meios de subsistência ao invés de produzi-los – e, por essa razão, a arte produzida por eles foi marcada por tal meio de subsistência. Os caçadores viviam num estado de individualismo primitivo, não se organizavam em comunidades sedentárias e tinham como atividade religiosa o culto mágico da fertilidade e da caça, assuntos que estavam ligados à vida cotidiana, ou seja, à subsistência. Sua cultura espiritual não possuía a organização religiosa que conhecemos hoje, com cultos e rituais bem estabelecidos, nem assumia a crença na vida após a morte.
O Paleolítico é a idade dos caçadores nômades, que vivem do extrativismo – capturam os meios de subsistência ao invés de produzi-los – e, por essa razão, a arte produzida por eles foi marcada por tal meio de subsistência. Os caçadores viviam num estado de individualismo primitivo, não se organizavam em comunidades sedentárias e tinham como atividade religiosa o culto mágico da fertilidade e da caça, assuntos que estavam ligados à vida cotidiana, ou seja, à subsistência. Sua cultura espiritual não possuía a organização religiosa que conhecemos hoje, com cultos e rituais bem estabelecidos, nem assumia a crença na vida após a morte.
A vida
desses indivíduos era extremamente prática, visto que tudo girava em torno da
preocupação com a obtenção de alimentos. A arte surge nesse contexto como
satisfação do objetivo da caça, ou seja, de satisfazer as suas necessidades
básicas. Era um instrumento de prática mágica, dotada de funções
práticas, visando diretamente a obtenção dos meios de subsistência.
2 - Características do Período Paleolítico Superior (75.000 aC – 15.000 aC)
A
primeira forma de arte foi a escultura. No início eram pedras encontradas que
tinham relevos semelhantes a formas já conhecidas de animais. Logo após,
passou-se para pedras esculpidas com formatos de animais e, finalmente, formas
femininas – as chamadas vênus esteatopígias, que eram símbolos de
fecundidade e de beleza.
A Vênus de Willendort, de contornos e traços sexuais acentuados, foi interpretada como símbolo da fertilidade.
Esse era o homo-sapiens, o primeiro
indivíduo com capacidade de pensar racionalmente e que passou a utilizar sua
capacidade para a criação e ampliação da vida. Desse modo, vemos que a arte era
peça fundamental na primeira forma de pensamento.
Mas
a maior descoberta desse período foi a pintura. A primeira pintura foi
descoberta nas cavernas de Lascaux, na França: uma mão, nas proporções humanas,
em negativo, contornada por pigmentos. Mão em negativo
Tal
descoberta é compreendida pelos historiadores como de valor lúdico e casual,
mas que será a técnica fundamental para a mais requintada expressão artística
do período: a pintura rupestre.
Os animais pintados nas cavernas nutriam uma semelhança
impressionante com as formas naturais e, nesse caso, o naturalismo como um ato
de duplicação do modelo explica o seu sentido mágico para o indivíduo do
paleolítico, pois a pintura deveria ser fiel para a evocação se consagrar.
As pinturas fazem parte da técnica deste processo
de magia: eram aratoeira em que a caça havia de cair, ou a ratoeira
com o animal já capturado.

Cavalo
sendo caçado. Lascaux
Nos desenhos estavam contidas, simultaneamente, a
representação e a coisa representada, o desejo e a realidade do desejo. O
pintor e o caçador tornavam-se uma coisa só, sendo que a posse do objeto era
visualizada por meio de sua representação. A projeção sobre a imagem atingia o
objeto, acreditando-se que a representação antecipava o efeito desejado.
Essas pinturas nos dão uma impressão visual de forma direta e pura, sem a grande presença intelectual, ou seja, sem a “estilização” que caracterizará o período Neolítico. O artista do Paleolítico pinta o que vê, sem preocupações de alterar a composição a partir da capacidade criativa. Pinta o que pode apreender num determinado momento e sob certa perspectiva do objeto. O pensamento existia, pois ele era o homo-sapiens, mas não a preocupação de fazer da arte um projeto de explicação do seu mundo. É a tradução da realidade de modo direto.
As características estilísticas da pintura rupestre são:
Tema: animais ou cenas de caça. Ainda não está presente a representação humana.
Técnica: representação naturalista (detalhamento formal dos traços formadores do corpo e seu movimento); linhas grossas em preto, com coloração (em alguns casos) avermelhada.
Função: incorporado ao ritual mágico de caça, mas também com função decorativa e reorganização do espaço habitacional.
Essas pinturas nos dão uma impressão visual de forma direta e pura, sem a grande presença intelectual, ou seja, sem a “estilização” que caracterizará o período Neolítico. O artista do Paleolítico pinta o que vê, sem preocupações de alterar a composição a partir da capacidade criativa. Pinta o que pode apreender num determinado momento e sob certa perspectiva do objeto. O pensamento existia, pois ele era o homo-sapiens, mas não a preocupação de fazer da arte um projeto de explicação do seu mundo. É a tradução da realidade de modo direto.
As características estilísticas da pintura rupestre são:
Tema: animais ou cenas de caça. Ainda não está presente a representação humana.
Técnica: representação naturalista (detalhamento formal dos traços formadores do corpo e seu movimento); linhas grossas em preto, com coloração (em alguns casos) avermelhada.
Função: incorporado ao ritual mágico de caça, mas também com função decorativa e reorganização do espaço habitacional.
O Período
Paleolítico (período da pedra lascada) é a idade dos caçadores nômades que
vivem do extrativismo, pois fabricavam seus instrumentos; dominavam o fogo;
praticavam a pesca e a caça; utilizavam rituais mágicos e funerários;
utilizavam da arte rupestre, (pintura e gravura, sendo feitas em grutas, cavernas
e ao ar livre, sendo desenhos de animais, figuras humanas e mãos) e arte móvel
(escultura, gravuras, sendo figuras femininas Vênus e animais), sendo a arte
naturalista, que buscava a prática da magia natural.
Fonte: Curso do Abra online e imagens do google.
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